Indústria goiana foi a única a crescer no Brasil no mês de maio comparada com o mesmo período de 2019

A indústria de Goiás foi a única que apresentou crescimento no Brasil no mês de maio de 2020 na comparação com o mesmo período do ano de 2019. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (8), o setor industrial do Estado teve crescimento de 1,5% enquanto todos os demais locais pesquisados tiveram índices negativos. 

De acordo com a pesquisa, que avalia 15 locais (índice de 14 estados e mais a Região Nordeste), a indústria de Goiás também registrou crescimento de 3,0% no mês de maio comparado com abril de 2020. Os demais estados, nessa variação da pesquisa, também apresentaram crescimento nesse período, depois de sofrerem forte queda comparação entre abril e março. 

Os números da indústria de Goiás, mesmo com a pandemia provocada pelo novo coronavírus, indicam avanços na variação dos últimos doze meses. O crescimento nesse período foi de 1,5%, deixando o Estado na segunda colocação geral, perdendo apenas para o Rio de Janeiro. 

A indústria de Goiás mostra toda sua força e robustez e registrou crescimento pelo segundo mês consecutivo neste ano de 2020. Em abril, comparado com março, o crescimento foi de 1,9%. E agora em maio, comparado com abril, cresceu 3,0%. 

Ainda de acordo com o IBGE, o avanço da indústria em Goiás de 1,5% aponta a única taxa positiva no índice mensal de maio, impulsionado, em grande parte, pelo ramo de produtos alimentícios (açúcar VHP e cristal, óleo de soja refinado e em bruto, extrato, purês e polpas de tomate, leite condensado e tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja).

O governador Ronaldo Caiado recebeu os números com satisfação. Segundo ele, são dados que mostram que Goiás, apesar de toda crise, consegue dar respostas positivas na economia. Esse resultado, segundo ele, tem relação direta com a força do agronegócio goiano e com a política de atração de indústrias que, a partir da criação da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), impulsionou a chegada de 136 novas empresas em território goiano, com previsão de investimentos de mais de R$ 5 bilhões e que vão gerar mais de 40 mil empregos. 

Se antecipando às demais unidades da Federação, o Governo de Goiás encaminhou à Assembleia Legislativa projeto de lei para criação da Secretaria da Retomada, que será uma pasta para cuidar das políticas que vão promover o resgate da economia do Estado no pós-pandemia e, como disse o governador, “cuidar das pessoas”. 
Segundo o governador, a nova pasta tem o objetivo de diagnosticar, antever e propor soluções para os desafios que começam a surgir nesse segundo momento da pandemia do coronavírus. A secretaria foi idealizada sem custos para o Poder Público, a partir de uma reorganização de cargos, como o de superintendentes, diretores e gerentes.

Adonídio Neto, secretário em exercício na SIC, também comemorou os números e disse que a tendência é de melhorar ainda mais os indicadores da indústria goiana. Segundo ele, enquanto o Brasil viu a indústria encolher 21,9% no mês de maio (comparado com o mesmo período de 2019), Goiás avançou 1,5%, sendo o único estado a ter número positivo nessa variação. 

“Temos um governador que nos dá todo suporte para trabalharmos. Temos legislação que garante segurança jurídica para os investimentos. Temos ainda um Estado com localização privilegiada, modais de transporte modernos, além de uma equipe excelente, tanto na atração dos novos investimentos como na política de distribuição de recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Tudo isso somado nos garante indicadores positivos”, disse Adonídio. 

 

OUTROS NÚMEROS


Na comparação de maio com igual mês do ano anterior, principalmente por causa da pandemia, o setor industrial recuou 21,9%, com 14 dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos. Além do efeito-calendário negativo, já que maio de 2020 (20 dias) teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (22), observa-se a clara diminuição do ritmo da produção por conta da influência dos efeitos do isolamento social. Ceará (-50,8%) e Amazonas (-47,3%) assinalaram os recuos mais intensos. Espírito Santo (-31,7%), Santa Catarina (-28,6%), Rio Grande do Sul (-27,3%), São Paulo (-23,4%) e Região Nordeste (-23,2%) também registraram perdas mais elevadas do que a média da indústria (-21,9%). E Bahia (-20,7%), Paraná (-18,1%), Minas Gerais (-15,1%), Pernambuco (-13,5%), Pará (-13,0%), Rio de Janeiro (-9,1%) e Mato Grosso (-3,4%) completaram o conjunto de locais com queda na produção nesta comparação. Goiás, com avanço de 1,5%, apontou a única taxa positiva no índice mensal de maio. 

 

ÚLTIMOS DOZE MESES


Doze dos 15 locais pesquisados assinalaram taxas negativas nesta comparação, mas 15 apontaram menor dinamismo frente aos índices de abril. Ceará (de -3,1% para -7,9%), Amazonas (de 0,5% para -3,8%), Santa Catarina (de -2,6% para -6,6%), Rio Grande do Sul (de -3,7% para -7,7%), Paraná (de 1,7% para -2,0%), São Paulo (de -2,5% para -5,6%), Bahia (de -2,5% para -5,1%), Região Nordeste (de -3,5% para -5,9%), Pernambuco (de -2,5% para -4,5%), Goiás (2,5% para 1,5%) e Rio de Janeiro (de 5,1% para 3,9%) mostraram as principais perdas.

 

Tabela