Governo de Goiás dialoga com pequenos empresários que atuam na Feira Hippie de Goiânia

Preocupado com os impactos provocados pela pandemia do Coronavírus na área da saúde, o Governo de Goiás também está de olho nos problemas para o setor da economia com o fechamento momentâneo de grande parte das atividades comerciais e industriais em todo Estado.  

E para discutir e encaminhar possíveis soluções, o secretário Wilder Morais, titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), se reuniu nesta quarta-feira (1º), por videoconferência, com representantes dos trabalhadores da Feira Hippie de Goiânia. 

Considerada uma das maiores da América Latina, a Feira Hippie em Goiânia concentra mais de 5.500 feirantes, além de montadores, seguranças, carregadores, vendedores de comida e profissionais de outras atividades e recebe, a cada final de semana, cerca de oitenta mil pessoas, vindas de todas as partes do Brasil e até mesmo de outros países. 

Wilder lembrou aos trabalhadores que a orientação do governador Ronaldo Caiado é para conversar com todos os setores e apresentar os encaminhamentos para minimizar os efeitos da crise provocados pela pandemia. 

“Nós sabemos que a pandemia já atingiu a economia do Brasil. E em Goiás não é diferente. A retomada do nosso crescimento será gradual, mas enquanto isso não acontece, temos que ter ações proativas para atender todos os nossos empresários, especialmente os micro e pequenos”, lembrou Wilder à comitiva de trabalhadores que acompanhou a videoconferência. 

 

O presidente da Associação dos Feirantes da Feira Hippie (ASSHIPPIE), Waldivino da Silva, juntamente com a presidente da Associação dos Montadores de Goiânia (Agomob), Patrícia Moreira; reconheceram que hoje, diante do risco de contaminação pelo coronavírus em locais com aglomeração de pessoas, a Feira Hippie de Goiânia não pode voltar com suas atividades normais. Waldivino lembrou que os espaços entre as bancas são mínimos e que tanto comerciantes como consumidores se aglomeram, deixando o local impraticável nesse momento para voltar com suas atividades. 

Waldivino informou ainda que pelo menos 55% dos feirantes são pessoas idosas, mas ele relatou que o governo de Goiás precisa ajudar essas pessoas nesse período de paralisação da feira. Ele lembrou que a maioria aguarda a liberação dos recursos pelo Governo Federal, cerca de R$ 600 pelo período de três meses, mas que esse valor não resolve todos os problemas. 

Wilder se comprometeu em levar todas as demandas dos feirantes ao governador Ronaldo Caiado, mas antecipou que certamente o Governo vai ajudar com a entrega de cestas de alimentos àqueles comerciantes que realmente precisarem desse atendimento imediato. 

“Faremos a ponte entre a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e os feirantes, que aliás se dispuseram a nos indicar pessoas que possam nos ajudar na montagem dessas cestas com alimentos”, informou o secretário Wilder. 

Os subsecretários Adonídio Neto Vieira Júnior (Atração de Investimentos e Negócios) e César Moura (Fomento e Competividade) comandaram a reunião na SIC com os empresários. Ambos destacaram que além da proposta para doação de cestas de alimentos, os empresários foram orientados sobre as linhas de empréstimos através da GoiásFomento e do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste).